
ontem.
4 09 2009ele chegou atrasado na aula. eu mandei um beijinho, ele deu um sorriso.
sentou do meu lado.
intervalo.
nós fomos ao quiosque comprar um salgado.
mãos dadas.
na volta sugeri pararmos na grama, eu adoro sentar na grama e ficar tomando sol.
deitamos na grama e ficamos vendo o céu.
que felicidade.
depois fomos para a aula.
quando a aula acabou, ele pegou a minha mão e me levou.
ele disse que queria sentar.
eu o levei pruma mesinha escondida,com sombra e cheia de árvores.
nós conversamos um pouquinho.
de repente ele vira e diz:
Então rê, eu quero terminar.
1s
2s
3s
4s
5s
6s
7s
8s
9s
10s
15s
20s
ele está falando. falando umas besteiras eufemicas mas que querem dizer que ele quer aproveitar a faculdade dele, e quer fazer isso sem uma namorada. ele diz já estar pensando nisso a semanas (é uma das coisas que mais dói).
40s
as lagrimas finalmente vieram.
e o desespero.
e comigo ficaram, por uma noite inteira.
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http://www.youtube.com/watch?v=93qL0ZgGixQ
23 08 2009Comentários : Deixar um comentário »
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chove chuva…
23 08 2009… chove sem parar. ¬¬
terminei a primeira temporada de Californication. é de longe meu seriado preferido.
aconselho à todos os maiores de 15 anos.
o Gabriel não me deixou continuar a segunda temporada logo em seguida. Ok, confesso que seja mais legal vc ter um tempo pra digerir a primeira, mas eu sou a ansiedade em pessoa.
ass: Renata
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pitbull / kinder ovo/ frango frito / aconchego
23 08 2009olá quem quer que seja, que ainda leia esse blog. em verdade em verdade vos digo, acho que somos só eu e o quintz mesmo, e olhe lá.
eu era bem mais de escrever. adorava. mas reparei que até no meu fotolog ando escrevendo umas frases curtas. como isso aconteceu comigo?
uma coisa que eu achava muito boa nos meus textos era a falta de coerência sdfasfdsa. eu costumo escrever aleatoriamente, o que vai me passando na cabeça, e no final ,pelo menos eu, gosto. era um porre fazer as redações do cursinho, obedecer aquele esqueletinho de introdução, desenvolvimento e fim, nos 4 paragrafos previamente estipulados. concordo porém que se todos escrevessem do meu jeito, ninguém ia entender nada.
e pra dizer a verdade eu só estou escrevendo aqui porque estou meio sem o que fazer. tem um pitbull andando pela casa, e espero fervorosamente que nada o irrite se não já era, o dono dele que não vai conseguir segurá-lo. mas por enquanto ele parece estar em paz com o mundo. aliás ele chama Peski.
hoje eu comprei um kinder ovo. com certeza todo mundo ja comeu um. é sinônimo de infância. e comprei por pura nostalgia, porque 3 reais é um absurdo para o que antes custava 1 real. por um momento eu e a minha amiga (ela comprou um também) ficamos olhando e desejando que não viesse um quebra cabeças (era sempre uma decepção quando era pequena ). fico feliz em acrescentar que, como poucas coisas no mundo, o seu gosto continua o mesmo.
não saiu um quebra cabeças, mas um joguinho bobo de encontrar os pares. seria muito bom se voltassem aquelas surpresinhas do tipo smurfs, ets, enfim, as do meu tempo.
os caras estão fazendo frango frito e carne. na verdade eles estão fazendo tudo o que tinha no refrigerador, porque ele quebrou fdsafdsaf. vai ser um banquete. na playlist do meu namorado já tocou strokes, ramones e agora um eclético toquinho e paulinho da viola (rosa). a música combina com esse cheiro de frango pela casa, a noite lá fora e o que eu estou sentindo. na verdade não sei o que estou sentindo, mas combina. acho que estou feliz, mas não aquela felicidade frenética, e sim aquela mais calma, mais aconchegada.
preciso voltar a escrever mais.
boa noite fria de sábado á todos,
Renata.
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o que me fascina
12 05 2009sua beleza é arisca, arredia aos modismos. ela encanta por um não-sei-quê indefinível… mas que também agride o olhar. eh um tipo raro e não tem habitat definido: vive em catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para barroquinha. e não deixou o endereço. eh ela, a mulher selvagem.
em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. e também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. mas por um segundo você viu a loba, viu sim. eh a mulher selvagem.
a sociedade tenta mas não pode domesticá-la, ela se esquiva das regras. quando você pensa que capturou, escapole feito água entre os dedos. quando pensa que finalmente a conhece, ela surpreende outra vez. tem a alma livre e só se submete quando quer. por isso escolhe seus parceiros entre os que cultuam a liberdade. e como os reconhece? como toda loba, pelo cheiro, por isso é bom não abusar de perfumes. seu movimento tem graça, o olhar destila uma sensualidade natural… mas, cuidado, não vá passando a mão. ela é um bicho, não esqueça. gosta de afago mas também arranha.
repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida à Terra. eh daí que vem sua força e beleza. e sua sabedoria instintiva. sim, ela é sábia pois está em harmonia com os ritmos da Natureza. por isso conhece a si mesma, sabe dos seus ciclos de crescimento e não sabota a própria felicidade. como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. riponga do mato, gabriela brejeira? não necessariamente, a maioria vive na cidade. e há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine. e adora dançar em noite de lua. ah, então é uma bruxa… talvez, ela não liga para rótulos. sabe que a imensidão do ser não cabe nas definições.
mulheres gostam de fazer mistério. ela não, ela é o mistério. por uma razão simples: a mulher selvagem sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita e viver é o mais sagrado dos rituais. ela sente as estações e se movimenta com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista. não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, um presente inesperado… ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. as injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.
ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. ela está aí nas ruas, todos os dias. a mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.
felizmente algumas lembraram. foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza. esta crônica é uma homenagem a ela, a mulher selvagem, o tipo que fascina os homens que não têm medo do feminino. eles ficam um pouco nervosos, é verdade, quando de repente se vêem frente a frente com um espécime desses. por isso é que às vezes sobem correndo na primeira árvore. mas é normal. depois eles descem, se aproximam desconfiados, trocam os cheiros e aí… bem, aí a Natureza sabe o que faz.
ainda fico intrigado como alguem pode gostar de mulheres domesticadas…
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